sexta-feira, 4 de março de 2011

As modernas teorias comunicacionais

Porém, embora revolucionária em muitos aspectos, a teoria proposta por Shannon
e Weaver minimiza a «interacção com o receptor, o papel das redes de comunicação e (…)
a semântica das mensagens», pelo que é alvo de amplas críticas. Por esta altura, os
investigadores da denominada Escola de Palo Alto retomam o modelo proposto por
Wiener, sugerindo que, como refere Vaz Freixo (pág. 56), «a Teoria Matemática da
Informação concebida por e para engenheiros das telecomunicações a estes seja deixada».
A terceira etapa no processo de desenvolvimento das teorias da comunicação acontece no
contexto a evolução social do pós-guerra. As teorias sobre a comunicação continuavam um
feudo associado às ciências exactas – se se exceptuar os trabalhos do antropólogo Gregory
Bateson, como destaca Vaz Freixo – talvez porque, como aventa o mesmo autor, o mundo
dos media «de então não tinha a distância suficiente para teorizar o que constituía uma
prática quotidiana em pleno desenvolvimento» nem os ideólogos encaravam a
comunicação, mesmo a cibernética, como um objecto de estudo pertinente. Parece
igualmente não ser alheia à situação a utilização dos processos de comunicação de massa
para fins propagandísticos, pois, de alguma forma, estes poderiam disfarçar as dúvidas
emergentes, pelo menos no que concerne ao domínio político.

Bibliografia: VAZ-FREIXO, M. João, Teorias e Modelos de Comunicação, Lisboa: Instituto Piaget, 2006.
Vídeo: Modelo Shannon y Weaver
http://www.youtube.com/watch?v=im1NspZBIZE&feature=related

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