sábado, 19 de fevereiro de 2011

Perspectiva histórica da evolução da comunicação.

Ao longo do tempo, verificaram-se várias tentativas no
sentido de criar modelos de agrupamento segundo determinados critérios. Nos anos
setenta, adoptou-se uma classificação globalizante, na qual se dividiam e agrupavam as
diferentes teorias e estudos teóricos a partir de dois grandes princípios: o paradigma da
ordem e o paradigma do conflito. Segundo Umberto Eco (1979), também citado por Vaz
Freixo, os teóricos apocalípticos veriam na cultura de massas os primeiros sinais da
barbárie enquanto os pensadores ditos integrados aceitariam essa mesma cultura de forma
passiva e feliz. Esta visão dualista deu lugar a uma perspectiva mais abrangente, segundo a
qual se achou pertinente organizar os estudos referentes ao campo comunicacional em
áreas de conhecimento complementares, tais como a psicologia da comunicação ou a
comunicação biológica. Outra forma de agrupamento das teorias sobre o fenómeno
«comunicação» baseia-se na respectiva filiação ideológica, seja a corrente funcionalista,
estruturalista ou marxista. Não está ausente, de igual modo, a apresentação que coloca a
enfâse na origem geográfica da teoria – Escola Americana; Escola Latino-Americana;
Escola Francesa – sendo que este sistema aporta a vantagem da contextualização
socioeconómica das teorias mas o inconveniente de agrupar tendências muito diferentes
sob a mesma designação geral. Portanto, alerta o autor de Modelos e Teorias da
Comunicação, para o investigador desta área, a grande diversidade de teorias e estudos
académicos sobre a temática da comunicação obriga a que se façam escolhas e estas
implicam um aprofundado trabalho de interpretação.

Bibliografia: VAZ-FREIXO, M. João, Teorias e Modelos de Comunicação, Lisboa: Instituto Piaget, 2006.
Vídeo: Communication Theory, inglês
http://www.youtube.com/watch?v=mQSL8aqTDLg

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